Suporte organizacional percebido e prontidão tecnológica como antecedentes da intenção de usar tecnologia na educação básica brasileira.
Resumo
Este estudo tem como objetivo verificar se a intenção de usar tecnologia na educação
básica brasileira é influenciada pelo suporte organizacional percebido e prontidão
tecnológica dos professores, fazendo uma análise comparativa entre diferentes
grupos de docentes, considerando três variáveis categóricas: geração (jovem ou
madura), formação continuada em tecnologia (com ou sem) e vínculo de trabalho
(rede pública ou privada de ensino). A pesquisa busca preencher uma lacuna sobre a
intenção de usar tecnologia no contexto educacional brasileiro, articulado ao suporte
organizacional percebido e intenção de usar tecnologia dos professores. Adotou-se
um enfoque quantitativo descritivo, de corte transversal e coleta de dados primários.
A amostra total obteve 343 respostas válidas de professores que atuam em escolas
de diferentes regiões do Brasil. A análise foi realizada em duas fases: Modelagem de
Equações Estruturais com estimação por mínimos quadrados parciais e análise
Multigrupos. Os resultados indicaram que tanto o suporte organizacional percebido
quanto a prontidão tecnológica estão positivamente associados à intenção de usar
tecnologia. A análise multigrupo demonstrou que a intenção de usar tecnologia varia
entre os diferentes grupos de professores, fornecendo evidências empíricas que
reforçam a necessidade de estratégias formativas e políticas públicas adaptadas às
particularidades de cada perfil docente. Tais achados reforçam a importância de
ambientes escolares que ofereçam infraestrutura tecnológica adequada e apoio
institucional, além de investimentos em formação continuada que estimulem o
desenvolvimento da prontidão tecnológica dos professores. A pesquisa contribui para
a literatura sobre adoção de tecnologia educacional ao integrar construtos como
suporte organizacional percebido e prontidão tecnológica, além de avançar
metodologicamente ao realizar análise multigrupo para comparar diferentes grupos
docentes. De forma prática, os resultados podem subsidiar políticas públicas voltadas
à formação tecnológica de professores e à melhoria das condições tecnológicas das
escolas, especialmente diante dos desafios impostos pela pandemia de Covid-19.
Sugere-se que pesquisas futuras adotem abordagens longitudinais e ampliem o
alcance geográfico, além de incorporar construtos adicionais dos modelos TAM e
UTAUT.
Palavras-chave: tecnologia; intenção de uso, suporte organizacional; prontidão
tecnológica; educação básica.