Carteiras de Value Investing e variáveis macroeconômicas: Um estudo da Fórmula Mágica no mercado brasileiro
Resumo
Este estudo investiga o desempenho de carteiras de ações formadas com base na estratégia da Fórmula Mágica, proposta por Joel Greenblatt, no contexto do mercado brasileiro, considerando os efeitos de variáveis macroeconômicas. Utilizando dados mensais de empresas listadas na B3 entre 2007 e 2023, foram formadas quatro carteiras com diferentes filtros de ROIC (superior a 0%, 10%, 15% e 20%). A performance dessas carteiras foi analisada por meio dos modelos CAPM e APT, com aplicação do Alfa de Jensen como métrica de retorno ajustado ao risco. Os resultados revelaram que todas as carteiras superaram os principais benchmarks do mercado, com destaque para a carteira ROIC > 20%, que apresentou o maior retorno acumulado (CAGR de 20,17%). Além disso, os coeficientes betas inferiores a 1 indicam menor exposição ao risco de mercado. As regressões apontaram relações estatisticamente significativas entre os retornos das carteiras e o retorno do mercado, enquanto variáveis como PIB e SELIC mostraram influência limitada. A inflação e o câmbio exerceram impacto negativo pontual, especialmente na carteira com ROIC > 15%. As evidências empíricas confirmam a resiliência das carteiras frente aos fatores macroeconômicos e a capacidade da Fórmula Mágica de gerar retornos anormais positivos, mesmo sob condições econômicas adversas. O estudo contribui para a literatura ao aplicar um modelo de seleção de ações amplamente difundido em um ambiente emergente, reforçando sua aplicabilidade prática para investidores brasileiros.
Palavras-chave: Value Investing; Fórmula Mágica; ROIC; Alfa de Jensen. Macroeconomia; Fatores Macroeconômicos.