Impacto de provisão para perdas e risco de crédito IFRS 9 comparados com o modelo de perdas incorridas em instituições financeiras
Resumo
Este estudo objetivou compreender as mudanças na avaliação e provisão para perdas esperadas em operações de crédito, decorrentes das modificações na regulamentação, critérios de reconhecimento e divulgação. Além disso, busca responder se houve diferenciação no tratamento dessas provisões pelos bancos brasileiros, considerando o porte das instituições, após a implementação do IFRS 9. A Pesquisa foi longitudinal utilizando dados coletados das demonstrações contábeis das Companhias nos respectivos sites de Relação com Investidores e em bases de dados das instituições financeiras extraídas através do sítio do BACEN. O único grupo de bancos que houve diferença estatística antes e depois do IFRS9, foi o grupo S2, os demais não foram significativos em relação à média da provisão de crédito sobre total da carteira depois do IFRS9. A redução na média observada no segmento S2, que inclui bancos múltiplos, bancos comerciais, bancos de investimento, bancos de câmbio e caixas econômicas com um porte entre 1% e 10% do PIB, bem como outras instituições com porte igual ou superior a 1% do PIB, pode ser atribuída às características dessas instituições. A análise dos dados deste estudo revela que a implementação da IFRS 9 teve um impacto na provisão de crédito sobre o total da carteira no grupo de bancos S2, resultando em redução nos níveis de perdas nas demonstrações em IFRS 9 comparativamente ao período anterior a nova regulamentação.
Palavras-chave: Provisão de perdas; Provisão de crédito; International Financial Reporting Standard 9.